Sejam bem - vindos ao nosso cantinho


Que legal!


Clique aqui e escolha a sua no Site TonyGifsJavas.com.br

quinta-feira, 23 de junho de 2011

História do Bumba-meu -boi do Maranhão

O bumba-meu-boi é a mais conhecida brincadeira dos festejos juninos no Maranhão. É representado em suas cinco manifestações, conhecidas como ‘sotaques’. O ‘sotaque’ é o termo usado pelos maranhenses, para designar o estilo de cada grupo.


O auto

O bumba-meu-boi é um auto que, reunindo três formas de expressão artística (teatro, dança e música), conta a história da negra Catirina que, grávida, desejou comer a língua do boi predileto de seu amo, induzindo o seu marido, pai Francisco, a matar o boi para a satisfação de seu desejo. A brincadeira apresenta um conjunto de personagens que pode variar segundo o sotaque ao qual os grupos pertencem.

Os Personagens

Boi - É figura central da brincadeira feito de buriti, cujo couro é bordado com miçangas e canutilhos.

Catirina – Grávida de Pai Francisco, ela deseja comer a língua do boi mais bonito da fazenda.

Pai Francisco - Preocupado em satisfazer a vontade da amada esposa Catirina, ele mata o melhor animal de seu patrão e foge. O dono da fazenda, indignado e revoltado com tal afronta, resolve fazer justiça e manda os vaqueiros e os índios saírem a caça do fugitivo.

Amo - Personifica o dono da fazenda podendo acumular a função de cantador.

Pajé - Ao ser pego e preso, Pai Francisco pede socorro ao pajé, que realiza um grande ritual ressuscitando o boi para a alegria de todos.

Vaqueiros - Grupo que forma o cordão, exceto, nos sotaques de orquestra e zabumba onde, com o boi, se posicionam no centro do cordão.

Índias - Meninas adolescentes que trajam indumentária confeccionada com penas, e cocares, a exceção do sotaque de zabumba, cuja indumentária é confeccionada com fios de saco de náilon.
Rajados – Característico do sotaque de zabumba. São homens que fecham o cordão da brincadeira e que chamam a atenção por seus grandes e pesados chapéus de fitas coloridas e estampadas.
Caboclos de pena – Característico do sotaque de matraca. São brincantes cobertos de penas, inclusive com grandes coroas de cerca de um metro e meio de diâmetro. Os grupos de matraca distinguem-se dos demais por possibilitar a participação de brincantes sem indumentária.

Burrinha - É característica do sotaque de matraca. É feita com uma armação de buriti na forma de um burro, coberta de pano e sustentada por suspensórios nos ombros de um brincante.
Cazumbás – Característico do sotaque da baixada. São pessoas vestidas com largos chambres estampados que rebolam à medida que fazem soar seus chocalhos. Os cazumbás são caracterizados por grandes máscaras feitas artesanalmente lembrando bichos com grandes focinhos.
Os Sotaques
Matraca – É o mais lento dos ritmos do bumba-meu-boi, porém altamente contagiante, induzindo a um bailado de poucos gingados, ligeiros e curtos. O som agudo das matracas, contrastando com o grave dos tambores, produz um espetáculo de rara sonoridade. O sotaque de matraca também é conhecido como sotaque da ilha, pois sua presença é muito forte na ilha de São Luís.
Nele, destacam-se os caboclos ou índios reais, com grandes penas de pavão ou avestruz, palas altas e grandes capacetes. Entre os instrumentos de percussão o destaque são as matracas – duas tábuas de madeira rústica, que, batidas uma contra a outra, numa espécie de atrito, produzem um som estridente. Além da matraca, há os maracás, tambores-onça e os pandeirões.
Zabumba – É possivelmente, o mais antigo e autêntico representante do bumba-meu-boi do Maranhão. O nome tem origem em seu instrumento base, a zabumba, tambor de meio metro de altura, conduzido numa vara por dois carregadores e tocado por uma baqueta. Além da zabumba, há o maracá, o tamborinho e tambor-onça.
Uma das características forte do sotaque de zabumba é a preocupação que os grupos têm em montar o auto do boi, contando a história de Catirina e Pai Francisco. O auto é criado de uma forma bastante divertida, misturando aspectos do cotidiano à imagem da fantasia popular.
Costa-de-mão – É originário do município de Cururupu, situado no litoral ocidental do estado, é pouco conhecido. Um dos principais diferenciais da brincadeira é o fato de pequenos pandeiros serem tocados com as ‘costas’ das mãos, emitindo assim um som mais agudo.
Orquestra – Banjo, saxofone, clarineta e piston são alguns dos instrumentos utilizados em grupos de bumba-meu-boi sotaque de orquestra, típico da região do rio Munim e adjacências. Com um ritmo mais faceiro e brincalhão em relação aos outros sotaques, os bois de orquestra apresentam uma indumentária caracterizada pelo uso de bordados laterais e frontais do boi, onde sobressaem miçangas, paetês, lantejoulas, canutilhos e até espelhos.
Os brincantes usam chapéu em formato quase triangular e peitorais normalmente de veludo. Segundo a história, o sotaque surgiu graças ao saxofone de um certo músico, que, vindo de uma tocata, se deparou com um grupo de bumba-meu-boi.
Baixada - Imortalizado na voz do cantador Coxinho, que por vários anos comandou o batalhão de Pindaré, o sotaque lembra bastante o de matraca, só que neste caso sobressaem-se as batidas dos pandeirões.
O ritmo é mais compassado, os pandeiros são menores e o estilo da fantasia é bem diferente. Tal distinção tem bastante realce nos chapéus dos rajados, que são bem grandes. Além do bumba-meu-boi de Pindaré, os folguedos mais conhecidos deste sotaque são o de Viana e o de São João Batista.
Texto extraído do site imirante.com.

Nenhum comentário:

Postar um comentário